A proposta era unir dança do ventre e tribal em um único espetáculo, unir e diversificar.
Foi um sucesso, teatro lotado, público se escabelando por convites e aquela muvuca de mil coisas de última hora que cercam um espetáculo.
O espetáculo contou com a participação de diversas professoras e grupos, totalizando 25 performances e quase 2 horas de dança.
Me ofereci para dar uma forcinha para a Nájima assim que ela me convidou para participar porque sei como funciona organizar um show assim. Ou melhor seria dizer, como não funciona?
É um tal de bailarina que cancela de última hora, de aluna que não cumpre o prazo para pagamento dos convites e de cujo dinheiro você precisa para pagar as (muitas) despesas que envolvem o evento, de nervosismo com a coreografia que não encaixa, de grupo que não aparece para o ensaio, enfim, o de sempre.
Pois bem, acabei estruturando o show e organizando as danças, fazendo o roteiro, o design e a impressão das sinopses para o público, gravando a narração, a mixagem e o áudio, ajudando a dar uma organizada no ensaio e no show. Botei as mãos e os braços na massa e a coisa toda aconteceu da melhor forma possível dentro de das condições que tínhamos.
No dia seguinte eu era um caco de ser humano mas deu tudo certo e vivi mais uma experiência engrandecedora como profissional da dança. Aliás, percebi que mesmo não atuando mais no mercado eu nunca voltarei a ser "amadora" porque o que eu conquistei de conhecimento é para sempre, é minha bagagenzinha e ninguém tasca. Atuando ou não ativamente no mercado de dança do ventre, eu ainda dou um "belo caldo" e não se referindo apenas a performance, mas no todo mesmo.
Enfim, foi divertido, contei com a presença de pessoas queridas me assistindo e com o apoio do meu maridão que vale ouro.
Apresento-lhes minha primeira fusão, ou seria devaneio? Não importa, é um pouquinho de cada! Com uma música que me acompanha há muitos anos nos estudos de dança e snjus, fiz essa misturinha aí:
(Música Cigana, Oswaldo Montenegro)


4 comentários:
Uma flor!
Tão delicada...
E é uma delícia quando a gente dança uma música assim, que a gente ama, né?
Beijos.
Obrigada Lory! É mesmo tudo de bom curtir uma música dessas no palco!
Se posso definir esse vídeo com uma palavra, depois de ve-lo mais de 6 vezes, a palavra seria: maturidade.
Só faz uma obra bem feita assim a bailarina que tem isso.
Beijo, gitana.
Ô fia, como disse para a Ju Nura: "madura quase caindo do pé"!
Brincadeiras à parte, me sinto assim mesmo, sem precisar provar nada para ninguém, dançando o que gosto, do jeito que gosto e como posso.
Só queria a maturidade de hoje com o corpinho de 20, mas está valendo!
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