sábado, 24 de julho de 2010

Novos tempos, definitivamente

Gente, minha cidade amada completou 236 aninhos de vida, e esta jovem adolescente recebeu de presente a presença de Lulu Sabongi em aulas regulares todas as terças-feiras na escola da Súria Al Jamila (ou, para os íntimos, Raquel).
Claro que eu, que tinha precisado parar a dança para me dedicar aos últimos e sofridos bimestres da pós, corri para a turma, mesmo sem ter ainda conseguido 'dar cabo' à minha monografia (vou evitar pensar nela senão me deprimo!).
Aula com a Lulu é tudo de bom, ela sempre te acrescenta algo de extraordinário em um movimento simples, uma nova visão, uma reflexão ou o simples prazer de executá-lo. Lulu é iluminada e creio que nem ela consegue perceber isso com a devida intensidade.
Eu já tive aulas com ela, em works, em cursos regulares mensais, mas toda semana é gostoso demais para ser verdade! Ah, e como eu precisava disso...
Quem mais pode te fazer rir horrores enquanto se estica toda em um alongamento doentio de tão bom para o corpo? Quem mais pode olhar para você e dizer "baladi é tão doce que dá cárie" sem que isso soe como uma crítica ao estilo que você ama dançar?
É, eu sei, eu sou suspeita, mas posso dizer que não sou aquela fã-tiete-deslumbrada que eu fui nos primeiros anos de dança, só me reservo o direito de ser obscecada por Caio Blat e nem vem falar que ele nem é tudo isso...

Mas eu não vim aqui hoje rasgar seda para a Lulu, eu vim contar que estou amando ter aulas com ela logo ali pertinho e que é fabuloso ver que hoje, em aula, os tempos são outros.
Foi-se o tempo que eu era um alien na sala de aula, insistindo para usar sapatilhas... hoje é de praxe, todo mundo aceita, todo mundo usa...
Eu sabia que esse dia ia chegar, que as pessoas iriam cansar de ficar gripadas por ficar uma hora e meia congelando os dedinhos durante a aula, no inverno. Que as dançarinas perceberiam que ir embora com o pé nojento de tão sujo não era nada legal. Que a porcaria da 'energia da mãe Terra' não passa através do piso da sala de aula.
Que bom que as coisas evoluem!
E como eu não consigo parar no 'comum', agora o dia seguinte à minha aulinha de dança será melhor, já que minha nova aquisição me permite proteger, ainda mais, meus pezinhos... dica da Lulu!

Não é lindo?
Tênis Só Dança, porque não tenho medo algum de ser um alien...

sábado, 17 de julho de 2010

Rebolation no Cairo

Juro que não sei o que pensar deste vídeo...

Divulgando

Passando para divulgar o evento da minha amiga Nájima, que acontecerá no dia 16 de outubro, no Teatro de Arte e Ofício (TAO) de Campinas. Eu estarei participando com um solo!

sábado, 19 de junho de 2010

As amigas que a dança trouxe

A dança do ventre me trouxe muitas amigas, com algumas o contato é real, com outras apenas virtual, mas todas são muito especiais.
Dessas amigas, uma eu conheci por causa do processo de seleção da Khan El Khalili, seu nome é Juliana (Jú para os íntimos e Nura para o mundo bellydance).
Naquele ano prestamos a seleção juntas e nos conhecemos na inauguração da escola da Mayara em Campinas, onde eu dancei. A Jú é amigona da Raquel (Surya), sócia da Mayara na escola, e ela nos apresentou, dizendo que ambas participávamos do mesmo processo de seleção.
Nem preciso dizer que a gente falou horrores aquela noite né? Depois mantivemos contato virtual e nos encontramos em algumas ocasiões.
A Jú passou e eu não, aliás, morri de inveja nos primeiros cinco minutos que soube, depois fiquei tão animada por ela que a inveja se foi. Ela fez o curso do Jorge e ele, em um momento de bom senso, a chamou para estagiar esse ano na Casa de Chá.
Torço muito pela Jú, pelo seu sucesso profissional (e não falo aqui só da dança, essa flor de formosura é também jornalista e me dá muitas dicas para os exercícios da pós), para que encontre um amor à sua altura, essas coisas que a gente deseja para as grandes amigas, sabe...
Acho que a Jú, assim como muitas outras amigas que eu amo, não sabem o quanto são maravilhosas, quanto é grande o seu potencial e o quanto são especiais.
Estou aqui para dizer isso, que ela é um arraso mesmo que não ache isso, e que estou torcendo mais e mais por ela a cada dia!

Jú, você está onde merece estar!

E é por isso que ela passou e eu não... luxo!

OBS.: Gente, a viadinha da Ju pediu para tirar o vídeo do Youtube, desculpa, mas quando ela publicar outro eu atualizo o link aqui.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Uma relação de amor

 
Uma relação de amor não se constrói do dia para a noite.
Ninguém, com o mínimo de bom senso, diz "eu te amo" para um alguém que acabou de conhecer.
O amor precisa de maturidade, de conhecimento do outro e de si, de confiança e de tempo.
Sim, de TEMPO! Porque o tempo é que mostra se a relação é forte, duradoura e real.
Uma relação de paixão acaba assim que a novidade finda, a de amor se fortalece.
Quem ama respeita, se doa, cede, compreende.
Depois de 10 anos, essa é a primeira vez que vou dizer que eu amo a dança do ventre.
Sem leviandade, pesando os prós e os contras, tirando toda acidez que o meio de dança já me proporcionou, contabilizando as amizades maravilhosas que ela me trouxe, tudo, tudo, tudo.
A dança do ventre é mais do que paixão em minha vida, ela é para sempre, ela é um dos meus grandes amores.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Diversão (Girls just wanna have fun)

Lendo uma publicação no blog da Rô Salgueiro eu me lembrei de um vídeo da Soraia que eu assisti no início do meu contato com os estudos de dança do ventre.
Se tratava de um show de comemoração dos 15 anos de Khan El Khalili e Soraia parecia se divertir horrores dançando.
Ao ver isso, um calafrio ansioso percorreu meu corpo e eu pensei, como em um estalo: é isso que eu quero, eu quero me divertir assim dançando!
Os anos se passaram e posso dizer, sem medo de ser feliz, que isso aconteceu.
Nem a bobageira do submundo bellydance, nem os rótulos que tentam nos enfiar goela abaixo, nem a cobrança técnica, performática e estética conseguiram me tirar o tesão de dançar e, principalmente, de me divertir.
Logicamente, não foi sempre assim, a maturidade e a experiência trazem na sua bagagem a segurança e ela é parceirinha da diversão.
Sem tranquilidade e segurança no seu trabalho isso fica impossível, já que são vários os fatores que precisam ser administrados, estressando a mente e o corpo, aí a diversão fica ali timidazinha esperando a chance de participar.

Uma dose na veia é bom demais!
Dia 23 de abril foi a última dose de diversão que tomei na veia.
À convite da amiga Nájima, participei do evento de comemoração do seu aniversário, que aconteceu no L'Arabyan, com musiquinha ao vivo e tudo, uma delícia.
Sabe aquelas noites onde não escapa alegria? Que não temos sequer um motivo para reclamar? Dia 23 de abril foi uma dessas noites!
Casa lotada, o público com uma energia ótima, amigos e familiares queridos me prestigiando, música ao vivo e canções da Om Kultum, ou seja, tudo de bom.
Eu dancei dois solos (Lisa Faker e Inta Omri) e participei de umas baguncinhas coletivas e as empolgantes (e extenuantes) rodas de dabke.
Durante a maratona de danças não me senti cansada, me joguei e levei o corpo ao limite mas, ao chegar em casa, tirar a maquiagem e tomar um banho, descobri que não tenho preparo físico para tanto.
Durante toda a madrugada meus braços doeram muito, não conseguia me mover, acordava com eles latejando, era minha LER avisando que eu abusei de verdade... Depois de uma semana cansativa de trabalho me acabar em um show, decididamente, não foi muito saudável.
Só com muito dorflex e repouso meu corpo deixou de sentir-se como vítima de atropelamento.
Para o próximo preciso me preparar melhor, mas deixar de me divertir... JAMAIS!

Meu momento Inta Omri
A princípio, a única dança que eu apresentaria era Inta Omri.
Dançar Om Kultum é um desafio proporcional ao prazer que proporciona e Inta Omri é especial.
A mais querida dentre todas da Om, aquela que me transporta, que me emociona e que eu posso ouvir por horas seguidas sem me entediar.
Já me apresentei dançando-a em diversas ocasiões, a paixão é antiga... Nos primeiros anos eu utiliza aquela versão popzinha de O Clone, que a Gisele Bomentre gravou, depois evolui para a versão do Hossam, só instrumental mas, meu sonho era dançar o cd de faixa única, de quase 1 hora. (Tá, eu sei, eu viajei no sonho!)
Mas dançar Inta Omri ao vivo teve outro sabor, inesperado e delicioso.
As pessoas elogiaram minha performance, acho que, acima de tudo, ela sentiram a minha emoção.

A banda (detalhe para a carequinha do Tony, que só cantou para a aniversariante, inshalah!).




Dançando Lisa Faker
(com meu turbantinho amado e poderoso que causou alvoroço).


Meus convidados mais do que especiais:
Ana e Roberto (sogros), Cláudia (ex-aluna e amiga) e sua mãe, 
Carina e seu affair, Ivete e seu Hélio, Drika (ex-aluna-the-flash), 
Evelyn (bruxa-madrinha do meu core), Co (maninha querida e discípula) 
e Gil (cunhadinho querido, mestre-cuca da tapioca).



Meu momento Inta Omri, puro sentimento.

Nájima em performance (a "dona da festa").


Muvuca da boa!

Acaba não bumbão...

Marido que eu amo, sempre presente. (Pi, inta omriiiiiiiiiiii!)

Nájima e eu depois da festança. (Valeu Lú!)

domingo, 18 de abril de 2010

Saia justa no palco

A bailarina pode se cercar de diversos cuidados mas, ainda assim, acidentes podem acontecer.
Acidentes do tipo, o fecho do soutien estourar e o alfinete que você colocou ali para dar um suporte não aguentar (se não colocou, deveria!), são mais frequentes do que gostariamos e, saber sair de situações como essa com bom humor e classe é fundamental.
Nem sempre a bailarina consegue finalizar sua performance com a mesma desenvoltura. Perde-se o ritmo e o rumo em muitos casos.
Lulu é tudo de bom e não me canso de falar isso, dediquei anos assistindo essa fofura e, apesar de não trazer muito de sua dança para a minha, sou apaixonada por sua dedicação, comprometimento e envolvimento com a dança.
Vejam como ela se saiu desta "saia justa" no último Mercado Persa e se inspirem. Observem que o desempenho e graça da dança dela não caiu nem um tantinho com o imprevisto...