sexta-feira, 23 de outubro de 2009

“Juntas podemos mais”

Perdi a conta de quantas vezes ouvi minha antiga professora – e parceira de dança – dizer isso e, realmente, houve em tempo em que eu acreditei nisso.

Lendo o blog da amiga Samya Ju eu me lembrei dos dias em que essa máxima me motivava, hoje confesso ter perdido a fé de que um grupo possa produzir e progredir conjuntamente.

Independente das experiências que vivi, que me desmotivaram demasiadamente, achei muito bacana a frase citada pela Ju, "nenhum de nós é melhor do que todos nós juntos", e preciso refletir mais sobre isso, quem sabe cavando bem fundo eu não encontre novamente sentido nisso.

O sentido real da frase só quem pode dizer é quem diz, mas como a interpretação de quem ouve é livre, hoje me questiono se o “juntas podemos mais” não significa que podemos mais que as outras.

Me soa como um diferencial competitivo, já soou como um incentivo para compartilhar, acho que perdi a fé nas pessoas, como dizem por aí, gato escaldado tem medo de água fria!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Devaneando

Tem muitas coisas que eu amo fazer nos momentos de lazer, dançar é apenas uma delas, não é a que me dá mais alegria, na verdade dançar está no terceiro lugar.

Primeiro vem a leitura, viajar por outros mundos, conhecer coisas e pessoas através das páginas impressas; depois a paixão por escrever, uma necessidade constante de colocar para fora cada pensamentozinho; e então surge a dança, com medalha de bronze, mas não menos importante, uma atividade que expõe um lado meu que eu jamais conheceria se não tivesse um dia aprendido a dançar, essa Elaine que só existe dançando.

A dança faz parte do meu dia a dia, está presente nos meus pensamentos, nos meus gestos, na forma como lavo a louça, como realizo meu trabalho de diagramação, cada gesto meu foi transformado pela presença da dança do ventre em minha vida.

Por vezes me pergunto como seria a minha vida sem ter tido esse contato tão próximo com a dança do ventre, sem ter atuado profissionalmente, sem ter vivido a experiência de semear essa arte na vida de diversas mulheres.

Não encontro resposta, certamente eu teria me envolvido com algum outro processo artístico, pois como dizia minha professora Chadrah, pisciana já nasce artista.

O curioso é que tudo aconteceu por acaso, todas essas experiências, boas e ruins, foram seguindo um curso natural, nada foi forçado ou provocado, o que sempre houve foi um grande comprometimento (coisa de nerd mesmo) e uma vontade enorme de saber mais.

Falando sobre “ vontade”, é impressionante como coisas que me interessam ganham 100% da minha atenção, já as que não “fedem nem cheiram” não ganham um segundo olhar. Assim sou eu!

Ultimamente minha vontade de dançar tem aumentado, o que é fato curioso já que essa ela surge quando é impossível que aconteça, por exemplo, naqueles momentos em que se está na fila do banco ou sentada trabalhando, e quando, de fato, sobra tempo para dançar, eu quero mais é estudar para a pós e ler.

Eu penso mais dança do que de fato danço, essa é a verdade, os movimentos estão presentes na minha mente, as músicas, ritmos, tudo, mas poucas vezes efetivamente coloco a música e danço.

Armar o circo* para dançar então, nem pensar, uma vez por ano e olha lá.

Eu ouço uma música e penso coreograficamente, vou compondo os momentos mentalmente, mas na hora de coreografar, aff, como é um porre, não tenho saco mesmo sabendo que seria muito bacana para minha evolução.

Hum, dá uma preguiça... Sou tão complicada né? Essa é a única certeza, nada é muito simples na minha cabecinha!

* Armar o circo = se produzir para show.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

De tirar o chapéu

Me dispo de todo preconceito para enaltecer o trabalho deste grande bailarino, Marcos Ghazalla.
Não conheço o Marquinhos pessoalmente mas de tanto ouvir minha querida amiga falar dele já me sinto íntima, e sei que, para ele, quem é amigo de Vivi é também seu amigo.
Marcos Ghazalla é de Salvador e tem uma história de amor com a dança do ventre, superou os preconceitos e a falta de grana, e cresceu absurdamente a qualidade de seu trabalho nos últimos anos.
Sou totalmente contra homem dançando dança do ventre, mas Marquinhos não se aplica a esta minha regra, ele me deixa sem argumentos, não consigo não assistí-lo sem pagar um pau.
A primeira vez que Vivi me falou dele, quando ela ainda morava em Salvador, eu torci o nariz, mas sua paixão pelo moçoilo era algo tão envolvente que, no mínimo, causava uma curiosidade.
Depois vi alguns vídeos dele no youtube e me mantive resistente, mesmo sem poder negar suas qualidades como bailarino.
Agora com o vídeo de sua dança no Lumina Qamar do Rio não tenho o que dizer, Marquinhos definitivamente está acima do meu preconceito, o cara é tudo de bom!

Deliciem-se!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Tudo pela promoção

Qual o limite da divulgação de um trabalho? Até que ponto pode-se “enfeitar o pavão” sem distorcer a realidade?

Contar com o “semancol” na hora do marketing é o mesmo que não contar com nada, cada um adota sua medida e ela pode não encaixar para outro.

Eu, por exemplo, já cansei de receber mensagem que nunca solicitei, ou mesmo autorizei, mas lutar contra os spams é uma luta injusta e cansativa, que considero perdida.

Nem todo spam é de propaganda, tem aqueles que mandam dez piadas por dia, mais uns três vídeos e algumas orações, é de doer.

As pessoas não parecem perceber que, a maioria, vive numa correria tão grande que mal consegue ler os e-mails importantes, quanto mais esse tipo de material de entretenimento e divulgação.

Como se não bastasse o e-mail, nosso Orkut também é alvo de spam, recadinhos divulgando eventos, que nem se dão ao trabalho de direcionar a você a mensagem, e pipocam o tempo todo.

Meu telhado é de vidro e não posso subir em nenhum pedestal para criticar as pessoas sem assumir minha parcela de culpa por já ter divulgado eventos pelo Orkut. O fato de ter direcionado para um público específico e ter se dado ao trabalho de ao menos colocar, um a um, o nome da colega a quem dirigia a mensagem, não estou eximida de culpa.

Essa semana, recebi uma mensagem que achei o cúmulo da cara de pau, uma colega de arte divulgava o evento da segunda edição de seu livro e teria achado muito bacana, e até acreditaria, se não fosse um pequeno detalhe, eu trabalho na editora que publicou o livro e não temos nem notícia dessa tal segunda edição.

Eu não sei em qual planeta a promoção para venda dos últimos exemplares da primeira edição de um livro são chamados de segunda edição, nem qual o tamanho da “inocência” ou da “esperteza” de tal divulgação, mas na minha ética isso é bem feio de se fazer.

Mandar repetidamente uma mensagem, seja por Orkut, por MSN, por e-mail, ou por todas as ferramentas virtuais simultaneamente, não vence as pessoas pelo cansaço, ENCHE O SACO mesmo.

sábado, 19 de setembro de 2009

Reflexão sobre estilo

A fofa da Luana Melo publicou em seu blog um breve texto explicativo sobre seu novo curso, "Qual é o seu estilo?" , que reproduzo aqui propondo uma reflexão.
Já vi um curso parecido, ao menos na titularidade, desenvolvido pela bailarina Jade (da Khan El Khalili) e, apesar de não tê-lo cursado, assim como não poderei cursar o de Luana, creio que é uma ferramenta importante para bailarinas em qualquer nível de aprendizado e, fundamental, para quem já tem mais tempo de estrada e ainda se considera perdida.
Dessa forma, para as bailarinas que, como eu, não poderão participar do curso, cabe ao menos a reflexão sobre o tema, para o autoconhecimento e evolução.

"Descobrir seu estilo começa por um exercício muito simples de perceber e listar quem você é, no que acredita e do que gosta. Depois que você pensar sobre isso o próximo exercício é aplicar SUA história na SUA dança. Resumindo, não use as roupas que a moda da dança dita, use as que VOCÊ gosta, independente do quão ‘modernas’ sejam. A mesma regra se aplica às músicas, aos movimentos e todo o resto... A busca pelo estilo exige que você se livre da vontade de ser igual. Você está pronta pra isso?" Luana Melo

Quem sou eu?

Sou uma mulher de 32 anos, apaixonada por livros, casada há pouco mais de um ano e meio com um homem maravilhoso que me faz feliz há dez anos.

Estudo dança do ventre desde 2000 e, apesar de não ter planejado, dancei profissionalmente cerca de 5 anos, período em que, também dei aulas.

Atualmente estou aposentada da dança profissional, voltei a ser apenas estudante e apreciadora da arte.

Paralelamente a dança, levei minha carreira de designer editorial, profissão que me aproximou ainda mais dos livros. Trabalho em uma editora e estou ampliando meus conhecimentos cursando uma pós-graduação em Linguística.

O que acredito?

No que refere-se a dança, acredito em uma dança macia, que respeite os limites de cada corpo, que seja intuitiva e flua com facilidade.

Acredito que a dança vem para somar, com a melhora de nossa qualidade de vida por meio do movimento, com uma massagem na estima e com o fortalecimento de nossa relação com o corpo.

Como em um relacionamento amoroso, nossa relação com a dança é repleta de altos e baixos, observar isso e buscar o equilíbrio é a chave para que esta seja uma relação feliz e duradoura.

O que gosto?

Minha preferência é a dança egípcia antiga, é isso que eu aprecio, bailarinas como Tahya Karyoka me enchem os olhos por sua graciosidade e elegância.

Gosto de roupas que cobrem o ventre, transparente ou não, me sinto menos exposta. O mesmo para as pernas, prefiro saias sem fendas pois, além da exposição, possuo coxas grossas e utilizo bermudinhas para dançar confortavelmente.

Minha dança é mais melódica do que percussiva, prefiro músicas lentas, mas também gosto de músicas animadas e folclóricas, fujo dos solos de derbaque e das músicas muito aceleradas.

Se a música tiver uma flautinha lá estarei eu seguindo-a, e isso reflete diretamente nos movimentos que executo. Ondulações são minha grande preferência, no quadril, nos braços, sempre presente. Tremidos também fazem parte do meu repertório preferido, o “tremido egípcio” que cabe em tudo.

Certa vez, em um show, uma expectadora disse-me que minha dança era aquática, que meus movimentos não terminavam explodindo, eram sinuosos e delicados, acho que isso refletiu bem o que eu gosto.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Mahmoud Reda

Mahmoud Reda é "o bom velhinho" da dança do ventre, o tiozinho do folclore, uma lenda do meio artístico árabe!

Resumidissimamente, foi ele quem compilou o que hoje chamamos de folclore árabe, tudo com um estilo meio balético, que foi o princípio do seu trabalho.

Para uma apresentação mais completa de Reda cito o blog Danças do Mundo:

“Nascido a 18 Março de 1930, no Cairo, Mahmoud Reda foi o pioneiro que levou a Dança oriental, no Egipto, para os palcos. foi solista e actualmente considerado um dos melhores coreografos a nível internacional. Havendo quem o aclame como o Fred Astaire da Dança Oriental.

Director de centenas de Produções, ele andou em tournée por mais de 60 países, tendo apresentado performances nos principais e mais prestigiados teatros a nível mundial, nomeadamente, Carnegie Hall (NY, USA), Albert Hall (London, UK), Congress Hall (Berlin, Germany), Stanislavsky & Gorky Theaters (Moscow, USSR), Olympia (Paris, France) and the United Nations (NY & Geneva).

Também foi o principal actor, bailarino e coreógrafo em vários filmes Egipcios.

Em 1959 fundou a primeira Companhia de dança folclórica - “The Reda Band”, a qual consistia de 15 membros - Todos bailarinos. Hoje tem mais de 150 membros incluindo bailarinos, músicos e técnicos.

Esta Companhia apresentou mais de 300 shows , tendo ainda participado em dois filmes musicais : ” Mid year vacation ” and ” Love in Elkarnak”.

A Companhia de Mahmoud Reda é financiada pelo governo Egipcio na medida em que é encarada como representando o folclore egipcio tanto a nível da música como das danças. O grupo viaja por todo o Egipto investigando e analizado as danças folcloricas e depois organiza tournées mundiais para promover essas danças como uma forma de arte, digna de respeito.

Mr. Reda recebeu o ” Egypt’s Order of Arts and Science” em 1967, ” The Star of Jordan” em 1965 e a “Order of Tunisia” em 1973.

Em 1999, foi condecorado pela “International Dance Committee/Unesco” e em 2001 pela ” International Conference on Middle Eastern Dance”.

O seu trabalho influenciou e moldou o que hoje é conhecido por dança oriental e muitos dos grandes nomes ligados à dança oriental, tais como Raqia Hassan, Momo Kadous, Mo Geddawi and Yosry Sherif.”

Reda é tudo de bom! É o tipo do profissional que não dá para falar mal, mesmo quando você não curte o trabalho dele tem que dar o braço a torcer para sua importância na dança árabe.

Nas últimas semanas estudei, em sala de aula, um DVD dele que contêm alguns passos bem bacanas, foi uma delícia, suas sequências são macias, anatômicas e, apesar de repletas de giros (hum, fico tontinha...) existe um entrosamento entre seu trabalho e a dança que eu aprecio.

Com vocês, o trabalho do mestre que fala por si!...


Vídeo clássico com Farida Fahmy


Coreografia baladi


Aula do bom velhinho em Budapeste, aqui tem muitos dos movimentos que estudei pelo dvd

domingo, 13 de setembro de 2009

Qual o auge de uma bailarina?

Fim de semana, mereço uma fanfarrinha depois de longos minutos esfregando o quintal, vou te contar, quem disse que pombos são o símbolo da paz certamente não os tinha sobre seu telhado arrulhando e não precisava esfregar o quintal inteiro com suas fezes.
Pois bem, eis que depois do dever vem o lazer e pude dedicar alguns minutos na visita aos blogs das colegas de dança. Lá no cantinho da Natália, Dançar ou não Dançar?, encontrei essa reflexão que achei muito interessante e que condiz com meu pensamento.
Leiam, reflitam e se puder visitem a Natália e deixem seu pitaco, eu deixei o meu por lá que, também, incluo aqui.

"Azedume

Que eu sou azeda, todo mundo sabe. Mas ai quando eu fico melancólica... Sai de baixo.

Se alguém esteve lá no Encontro Internacional Bele Fusco de Dança do Ventre e viu uma panaca feia, desarrumada, sem brinco nem maquiagem, cara de cansada e olheiras traduzindo os workshops da argentinada, adivinha quem era?

Euzita, a própria.

Sempre que estive em eventos de dança, estive como aluna, convidada, participante, enfim. Mas nunca tinha estado "por fora" da coisa, assistindo os works sem dançar. Fui de civil, sabe?
Olhando aquela mulherada toda tentando decorar a coreografia (linda, por sinal) que a Saida passou, observei o comportamento de várias delas e comecei a pensar sobre muitas coisas (enquanto traduzia, é claro).

O que é, exatamente, o auge de uma bellydancer?

É ter uma escola? Ser professora? Dar workshop? Ganhar prêmio? Sair na revista? Viajar por causa da dança? Eu consegui algumas coisas dessa listinha já, mas me considero bem longe do auge. Sério. Sem falsa modéstia, eu acho que eu tô beeeem no começão do caminho ainda. É gostoso encontrar muita gente nesses eventos, sabe? Tem gente que eu gosto de verdade, mas são poucas. Porque, convenhamos, é pouca gente que vai lá "de boa" no Português mais chulo que eu consegui usar.. rsrs. Sabe, o pessoal vai lá, esbanjar uns lenços de quadril de mais de cem reais, collants caríssimos, cabelos montados, strass e o diabo a quatro. Mas... pra quê mesmo? Isso não parecia ajudar muito o pessoal que estava com dificuldade na coreografia.

Enfim. No fundo, no fundo, acho que estou amargurada porque no Encontro do ano passado eu estava lá, no meio da mulherada, feliz, com o Ruhi, todas uniformizadas, felizes, dançando e fazendo palhaçada. E este ano, não tem Ruhi coisa nenhuma. Cada uma pra um lado, e as poucas que sobraram juntas, seguindo seus caminhos separados. Tudo é efêmero demais.

Estava conversando com meu fiel escudeiro Sr. R., (que graças a Deus estava lá na porta do Vitória Hall me esperando ontem quando eu sai, mega tarde), "será que essas meninas sabem o que elas querem, de verdade na dança?". Sei lá, pra mim tem uma cara de ilusão... Se vestir de princesa, se encher de bijouteria, subir três minutos ao palco, descer, tirar a maquiagem, colocar as coisas dentro da mala e voltar pro mundo real. Não tem?
Quanta gente será que curte, de verdade, dançar? Até que ponto vale a pena engolir tudo sobre dança mas fazer disso uma neurose? Ontem tinha uma menina que estava arrasada porque não conseguia pegar a coreografia, porque não conseguiu falar nada com a Saida, porque ela não conseguiu decorar a sequência... Sabe... Ela pagou caro naquele workshop e não curtiu.... Entendem o que eu quero dizer?

Bom. Esse análise melancólico da vida Bellydance provocou tamanho vazio em mim que só pode ser preenchido com alfajor Havanna. Que é mais caro do que deveria, ah isso é. Mas... Tá ai ne, agora vou comer!

E amanhã tem mais workshop. Desde as 9h às 18h e eu estarei lá, firme e forte.

Beijocas ♥

Meu comentário no blog da Natália:
Natália, muito bacana sua reflexão!
Sua pergunta foi "O que é, exatamente, o auge de uma bellydancer?", pois bem, para mim é exatamente isso, começar a perceber esse tipo de coisa, saber diferenciar o real da ilusão.
O sucesso é algo muito relativo, depende do que cada uma almeja, eu já tive escola, já fui professora, já dei workshop em meu espaço e em outros que fui convidada, viajei para trabalhar, no mesmo estado, pertinho, mas viajei, nunca ganhei prêmio, mas também nunca me inscrevi, não tive um terço do sucesso que uma Lulu Sabongi (quem eu muito admiro e considero modelo de dançarina bem sucedida), hoje voltei apenas a ser uma aluna em sala de aula, coisa que nunca deixei de ser, e posso te dizer que nunca tive uma relação tão maravilhosa com a dança, nunca foi tão claro seu papel em minha vida.
A gente passa por altos e baixos com a dança e isso nos faz ver coisas que nos fazem crescer como pessoas e bailarinas.
Eu curto os minutos que estou dançando, seja em um palco pomposo ou na sala de casa, aproveito cada segundo dos workshops e aulas que eu faço, respeito meus limites, sei onde quero chegar e não tenho pressa, a dança é para sempre em minha vida e o que eu busco nela é bem simples, momentos felizes, graças a Deus encontrei e acho que, apesar de cada uma viver uma experiência e almejar uma coisa diferente, todas alcançaremos quando abrirmos os olhos para coisas como essas que você comentou aqui!