quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Cuidando do visual

Gente, eu sou tão chique que até dói! Hehehe.

Provavelmente vocês já ouviram falar do Esquadrão da Moda, pois bem, eu adoro. Quando eu vivia uma vida mortal, e não precisava me dividir em três, eu assistia com frequência a versão original no People & Arts.

Tenho uma colega que é consultora de imagem, ou como dizem os que adoram “inglesar”, personal stylist, e realiza um trabalho muito bacana, no melhor estilo Esquadrão.

Como é tempo de rever tudo, e mais da metade do meu guarda-roupa já se foi, achei que o trabalho dela era perfeito para esse momento, e rolou uma troca de serviços. Ela está fechando o TCC e meus serviços de design editorial entraram na troca.


O que é?

A Consultoria de Imagem tem como objetivo estudar, orientar e adequar uma imagem pessoal, trazendo o auto-conhecimento como uma ferramenta indispensável na arte de se vestir.

A maneira de se vestir, andar, falar e gesticular formam uma imagem visual e comportamental que transmite várias mensagens, as quais podem ser, favoráveis ou desfavoráveis, abrindo ou fechando portas em todas as horas, locais e oportunidades.

Uma imagem correta e equilibrada sabe transmitir sua maneira de pensar, preferências e objetivos, através do estilo. Sabe usar as cores a seu favor estando sempre com uma aparência saudável, leve e luminosa. Sabe realçar e camulflar suas proporções agregando harmonia ao visual e, finalmente, consegue ter um guarda roupa coordenado com compras certas e seguras tornando sua vida muito mais prática.

Agregar mais segurança e confiança aumenta sua auto-estima resultando numa mensagem totalmente adequada a todas suas expectativas.”

Alana Rodrigues Alves


Como funciona?

“Tudo se inicia com um trabalho de avaliação. A primeira atitude é descobrir o estilo do cliente, considerando o tipo de vida, preferências, dificuldades e necessidades. O próximo passo é a análise física: tipo e particularidades físicas.

Esta análise é o que possibilita a construção de uma imagem equilibrada, adaptando as roupas à impressão que se quer causar e projetar.”

Sylvia Cesário Pereira


Trocando em miúdos

Estou adorando!

O corte de cabelo não era na primeira etapa, mas eu quis antecipar porque meu antigo corte já tinha vencido o prazo de validade.

O novo corte foi uma escolha minha, eu já queria viver a experiência de ter cabelo curtinho, com nuca de fora. Minha consultora aprovou a escolha, acompanhou o processo todo e registrou o momento.

Respondi alguns questionários para traçar meu perfil e preferências, já recebi dicas preciosas e, graças a Deus, descobri que tenho uma boa dose de bom-senso.

Realizei o teste de cores – sou Outono –, amei, marrom é minha cor favorita! Agora com esse perfil de cores saberei o que vai deixar minha pele mais linda, meu rosto mais saudável, e vai me valorizar.

Estou ansiosamente esperando a revisão do guarda-roupa e as compras, logicamente, como não é o programa Esquadrão da Moda, não terei a verba para torrar no shopping, então comprarei apenas o básico e, com posse do relatório, irei repondo aos poucos as peças que forem se desgastando dentro do perfil que me favorece.

Ainda não cheguei ao final da experiência, mas já pensei que esse tipo de trabalho seria ótimo para as bailarinas de dança do ventre, porque, vamos combinar, tem gente que insiste em usar o modelão tradicional de roupa de dança mesmo não lhe valorizando.

No meu caso, por exemplo, o formato do meu corpo não é valorizado pelo tradicional cinturão e saia, meu bumbum é bem redondo, começa bem lá em cima, joga o cinturão para cima e aí, ou ele fica cobrindo o umbigo na frente, meio alto para o padrão bellydance, ou ele escorrega e evidencia minha barriga, deixando a coitadinha maior do que já é.

Além de nos valorizar, como já dito pelas especialistas citadas, a consultoria de imagem nos permite mandar nossa mensagem ao mundo, perfeito para a dança, perfeito para a vida.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Igualdade de direitos?


Hoje tomei um susto com um novo comentário no blog.
Eu entendo que existam assuntos polêmicos, mas simplesmente ignorá-los é se recusar a pensar sobre a dança da forma como ela merece, então vamos refletir e, quem sabe, aprender a indignação da anônima Deise.


“meu nome e deise

MEU DEUS...daqui a pouco vai ter um monte de bichonas, travecas invadindo o espaço de mulheres que batalham a anos por uma vaga dentro da dança, e claro que homem nenhum pode invadir a dança do ventre...foi criada para a mulher minha querida! e por mulheres...homem rebolando um oito...com veus...fala serio!
acho que deve ser por isso que vc nao ficou dentro da dança...
isso aqui e o clube da luluzinha como diz as lindas e maravilhosas dançarinas lulu sabongi, nastenka, sarha farah...e etc...etc e etc...
os homens ja tem seu espaço como bailarino na dança arabe, egipcia turca e por ai vai...mas na dança do ventre nao, nao e NAO!
Eles querem por o bedelho em tudo o que e da mulher, se for assim vai ser uma invasao de bichas avacalhando a dança do ventre que ja tem religioes que fazem de tudo para por a dança do ventre como erotica ou vulgar, ai pronto, vai destruir de vez como uma dança de viado! tem ate boite gay que faz apresentaçoes ridicularizando a nossa arte.sou libanesa e moro no brasil a 20 anos e ate agora nenhuma bailarina ou professora concorda com homem na dança do ventre. E ridiculo. homem que de qualquer maneira quer ser uma mulher.
voce me desculpa mas sou obrigada a defender a nossa classe de bailarinas da dança do ventre.

beijos...”


Sabe Deise, eu já fui do Clube da Luluzinha, aquele em que homem não dança a dança do ventre, já virei a cara quando presenciei uma performance masculina que até hoje me embrulha o estômago, e concordo que é bastante caricato ver um homem se expressando como mulher.
Quando falei que o Marquinhos é de tirar o chapéu eu estava sendo profundamente sincera, acho mesmo que ele arrasa, e graças a ele hoje eu vejo a presença masculina na dança do ventre de uma forma diferente, não profundamente desprovida de preconceitos, mas, pelo menos com a mente mais aberta.
Hoje compreendo que não sou ninguém para dizer o que o outro pode ou não pode fazer, que não são um homem dançando ou uma bailarina se prostituindo que irão me rotular ou prejudicar a imagem da dança do ventre. Acreditar nisso é acreditar que a dança é fraca, produto de modismo, mas ela precede você e eu, e certamente nos sobrevirá.
Seu comentário foi profundamente grosseiro e desnecessário, existem muitas formas de expressar nossa opinião, mas isso vem com a maturidade, a gente quebra muito a cabeça antes de aprender a não vomitar tudo que vem na cabeça.
Diante de sua profunda indignação com o tema, recomendo um psicólogo para ajudá-la a entender e superar esse sentimento, certamente alimentá-lo não lhe fará bem.
Pensa bem, você gostaria de ficar enfiada dentro de casa só lavando roupa e fazendo faxina? Creio que você curta poder sair para o mercado de trabalho, disputar a vaga com um homem de igual para igual (nem tanto, mas vamos lá), ter os mesmos direitos, poder estudar etc. Porque não aplica esse pensamento de igualdade no caso da dança do ventre também? Ele só vale quando inclui a sua pessoa?
E, referente ao seu comentário "acho que deve ser por isso que vc nao ficou dentro da dança...", você se enganou, eu deixei o meio profissional de dança do ventre justamente para evitar o convívio com pessoas como você!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Balancete



Com a aproximação do final do ano eu me sinto motivada a realizar mudanças em minhas vida, faço aquele balancete que dá uma enorme dor de cabeça mas que, no fim das contas, vale muito a pena.

Ainda é cedo, temos mais de um mês e meio para a badalada final do ano, e minha fogueirinha ainda está longe de queimar (*), mas já estou em ritmo de festa, contando cada um dos 37 dias que faltam para entrar em férias.

Durante todo o ano de 2009, eu operei muitas mudanças, verdadeiros milagres da psicologia em minha vida.

É profundamente engrandecedor quando nos abrimos para novas possibilidades e deixamos de lado preconceitos e, com a psicologia, foi assim.

Levada por uma profunda curiosidade, e pela falta de jeito para lidar com tantas mudanças ocorridas recentemente – como a chegada dos 30 anos, o casamento, a minha insatisfação com a dança profissional e a saída da casa dos pais –, me abri para a terapia.

Coloquei tudo na balança, joguei fora o que não me servia mais, mantive o que era bom e me abri para novas, e boas, possibilidades.

Uma das mudanças está relacionada ao foco que eu dava para a dança do ventre e o papel que ela desempenhava em minha vida. Falei sobre isto no decorrer de todo o ano, explicita ou subliminarmente, em minhas mensagens aqui no blog, e a conclusão me possibilitou relaxar e aproveitar o que ela tem para me oferecer.

Acho que, mais dia, menos dia, toda bailarina deve realizar essa reflexão, super recomendo!

Algumas, de forma mais traumática, podem chegar ao rompimento dessa relação; outras, crescerão e amadurecerão, fortalecendo a presença da dança em sua vida.

Mudei de corte de cabelo, me matriculei em uma nova pós-graduação, doei metade do meu guarda-roupa, organizei meu tempo e deixei de dedicá-lo a coisas menos importantes.

Decididamente, 2009 está sendo o ano da redução!

O ano de 2010, em meus planos, será o ano da busca pelo “caminho do meio”, nada de radicalismos, ou como diz o ditado popular “nem tanto o céu, nem tanto a terra”.


(*) Nos últimos anos, no último dia de dezembro, eu faço uma fogueirinha com tudo que quero afastar da minha vida no ano seguinte. São pessoas e situações que não me fizeram bem no ano e que, simbolicamente, eu retiro da minha vida. Depois jogo na água corrente e deixo no passado. Aprendi essa “bruxariazinha” com Lulu Sabongi e me divirto muito realizando-a.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

“Juntas podemos mais”

Perdi a conta de quantas vezes ouvi minha antiga professora – e parceira de dança – dizer isso e, realmente, houve em tempo em que eu acreditei nisso.

Lendo o blog da amiga Samya Ju eu me lembrei dos dias em que essa máxima me motivava, hoje confesso ter perdido a fé de que um grupo possa produzir e progredir conjuntamente.

Independente das experiências que vivi, que me desmotivaram demasiadamente, achei muito bacana a frase citada pela Ju, "nenhum de nós é melhor do que todos nós juntos", e preciso refletir mais sobre isso, quem sabe cavando bem fundo eu não encontre novamente sentido nisso.

O sentido real da frase só quem pode dizer é quem diz, mas como a interpretação de quem ouve é livre, hoje me questiono se o “juntas podemos mais” não significa que podemos mais que as outras.

Me soa como um diferencial competitivo, já soou como um incentivo para compartilhar, acho que perdi a fé nas pessoas, como dizem por aí, gato escaldado tem medo de água fria!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Devaneando

Tem muitas coisas que eu amo fazer nos momentos de lazer, dançar é apenas uma delas, não é a que me dá mais alegria, na verdade dançar está no terceiro lugar.

Primeiro vem a leitura, viajar por outros mundos, conhecer coisas e pessoas através das páginas impressas; depois a paixão por escrever, uma necessidade constante de colocar para fora cada pensamentozinho; e então surge a dança, com medalha de bronze, mas não menos importante, uma atividade que expõe um lado meu que eu jamais conheceria se não tivesse um dia aprendido a dançar, essa Elaine que só existe dançando.

A dança faz parte do meu dia a dia, está presente nos meus pensamentos, nos meus gestos, na forma como lavo a louça, como realizo meu trabalho de diagramação, cada gesto meu foi transformado pela presença da dança do ventre em minha vida.

Por vezes me pergunto como seria a minha vida sem ter tido esse contato tão próximo com a dança do ventre, sem ter atuado profissionalmente, sem ter vivido a experiência de semear essa arte na vida de diversas mulheres.

Não encontro resposta, certamente eu teria me envolvido com algum outro processo artístico, pois como dizia minha professora Chadrah, pisciana já nasce artista.

O curioso é que tudo aconteceu por acaso, todas essas experiências, boas e ruins, foram seguindo um curso natural, nada foi forçado ou provocado, o que sempre houve foi um grande comprometimento (coisa de nerd mesmo) e uma vontade enorme de saber mais.

Falando sobre “ vontade”, é impressionante como coisas que me interessam ganham 100% da minha atenção, já as que não “fedem nem cheiram” não ganham um segundo olhar. Assim sou eu!

Ultimamente minha vontade de dançar tem aumentado, o que é fato curioso já que essa ela surge quando é impossível que aconteça, por exemplo, naqueles momentos em que se está na fila do banco ou sentada trabalhando, e quando, de fato, sobra tempo para dançar, eu quero mais é estudar para a pós e ler.

Eu penso mais dança do que de fato danço, essa é a verdade, os movimentos estão presentes na minha mente, as músicas, ritmos, tudo, mas poucas vezes efetivamente coloco a música e danço.

Armar o circo* para dançar então, nem pensar, uma vez por ano e olha lá.

Eu ouço uma música e penso coreograficamente, vou compondo os momentos mentalmente, mas na hora de coreografar, aff, como é um porre, não tenho saco mesmo sabendo que seria muito bacana para minha evolução.

Hum, dá uma preguiça... Sou tão complicada né? Essa é a única certeza, nada é muito simples na minha cabecinha!

* Armar o circo = se produzir para show.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

De tirar o chapéu

Me dispo de todo preconceito para enaltecer o trabalho deste grande bailarino, Marcos Ghazalla.
Não conheço o Marquinhos pessoalmente mas de tanto ouvir minha querida amiga falar dele já me sinto íntima, e sei que, para ele, quem é amigo de Vivi é também seu amigo.
Marcos Ghazalla é de Salvador e tem uma história de amor com a dança do ventre, superou os preconceitos e a falta de grana, e cresceu absurdamente a qualidade de seu trabalho nos últimos anos.
Sou totalmente contra homem dançando dança do ventre, mas Marquinhos não se aplica a esta minha regra, ele me deixa sem argumentos, não consigo não assistí-lo sem pagar um pau.
A primeira vez que Vivi me falou dele, quando ela ainda morava em Salvador, eu torci o nariz, mas sua paixão pelo moçoilo era algo tão envolvente que, no mínimo, causava uma curiosidade.
Depois vi alguns vídeos dele no youtube e me mantive resistente, mesmo sem poder negar suas qualidades como bailarino.
Agora com o vídeo de sua dança no Lumina Qamar do Rio não tenho o que dizer, Marquinhos definitivamente está acima do meu preconceito, o cara é tudo de bom!

Deliciem-se!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Tudo pela promoção

Qual o limite da divulgação de um trabalho? Até que ponto pode-se “enfeitar o pavão” sem distorcer a realidade?

Contar com o “semancol” na hora do marketing é o mesmo que não contar com nada, cada um adota sua medida e ela pode não encaixar para outro.

Eu, por exemplo, já cansei de receber mensagem que nunca solicitei, ou mesmo autorizei, mas lutar contra os spams é uma luta injusta e cansativa, que considero perdida.

Nem todo spam é de propaganda, tem aqueles que mandam dez piadas por dia, mais uns três vídeos e algumas orações, é de doer.

As pessoas não parecem perceber que, a maioria, vive numa correria tão grande que mal consegue ler os e-mails importantes, quanto mais esse tipo de material de entretenimento e divulgação.

Como se não bastasse o e-mail, nosso Orkut também é alvo de spam, recadinhos divulgando eventos, que nem se dão ao trabalho de direcionar a você a mensagem, e pipocam o tempo todo.

Meu telhado é de vidro e não posso subir em nenhum pedestal para criticar as pessoas sem assumir minha parcela de culpa por já ter divulgado eventos pelo Orkut. O fato de ter direcionado para um público específico e ter se dado ao trabalho de ao menos colocar, um a um, o nome da colega a quem dirigia a mensagem, não estou eximida de culpa.

Essa semana, recebi uma mensagem que achei o cúmulo da cara de pau, uma colega de arte divulgava o evento da segunda edição de seu livro e teria achado muito bacana, e até acreditaria, se não fosse um pequeno detalhe, eu trabalho na editora que publicou o livro e não temos nem notícia dessa tal segunda edição.

Eu não sei em qual planeta a promoção para venda dos últimos exemplares da primeira edição de um livro são chamados de segunda edição, nem qual o tamanho da “inocência” ou da “esperteza” de tal divulgação, mas na minha ética isso é bem feio de se fazer.

Mandar repetidamente uma mensagem, seja por Orkut, por MSN, por e-mail, ou por todas as ferramentas virtuais simultaneamente, não vence as pessoas pelo cansaço, ENCHE O SACO mesmo.